Tecnologia térmica ganha apoio da Cotepe


O ano de 2009 começa positivo para os fornecedores de equipamentos e insumos para a impressão térmica. O motivo é que a Cotepe (Comissão Técnica Permanente), órgão federal responsável pela homologação de equipamentos de ECF - Emissor de Cupom Fiscal, determinou por lei que as máquinas para impressão de ECF deverão ser, a partir de agora, impressoras térmicas. Apesar de essa nova legislação não obrigar que empresas que já se utilizam de um equipamento com solução autocopiativa (matricias) façam a troca de seus maquinários, incorrerá em crescimento da tecnologia térmica à medida que o comércio migre para a automatização. Hoje existem muitos comerciantes que estão se automatizando e largando o computador ou o lápis. Esses já estão adquirindo as máquinas que utilizam tecnologia térmica, informa a gerente de produtos da Maxprint, Claudia Galli.

Segundo a profissional, hoje 70% do parque instalado utiliza ainda a tecnologia matricial, enquanto 30% já migraram para a térmica. Mas apesar do índice relativamente pequeno, já se percebe no mercado o potencial de crescimento da tecnologia térmica. Um exemplo é a própria Maxprint, que em 2008 obteve aumento de vendas de bobinas térmicas de 110%, enquanto o crescimento de soluções autocopiativas se manteve na taxa de 25%. E não para por aí, a estimativa da empresa é que em 2009 a nova tecnologia proporcione mais 80% de crescimento em vendas. Esse índice se deve ao mercado que temos ainda para ampliar e abrir. Mesmo com a crise econômica atual, acreditamos que esses produtos se manterão em crescimento. Outra tendência que beneficia a adequação do comércio à tecnologia térmica é a diminuição crescente dos maquinários. Antes, dependendo do equipamento, o custo chegava ao triplo quando comparado com uma matricial. Hoje, as maquinas de automatização sofreram uma grande redução e já estão apenas 30% a 50% mais caras que as matricias.

Talvez a matricial não caia por si só, por conta de troca de parque instalado, mas existirá tanta aquisição de térmica que o número delas começará a superar o número de matriciais dentro de pouco tempo. Com esse crescimento, a Maxprint enxerga no mercado que as bobinas térmicas passem a ser itens de prateleira, assim como já ocorre com as bobinas de fax. De acordo com Claudia, apesar de as empresas de automação já oferecerem a solução completa, ou seja, máquinas e insumos, muitos usuários não sabem onde adquirir as bobinas e acabam tendo que recorrer a essas empresas, que cobram mais caro que no comércio. Nós já atendemos os lojistas com esses itens, mas acreditamos que com a disseminação da tecnologia térmica mais estabelecimentos passem a fornecer as bobinas.

Benefícios

Apesar de as bobinas térmicas terem entrado no mercado brasileiro em 2003, foi no biênio 2007/2008 que elas explodiram em vendas, exatamente em função da mudança do parque instalado e das campanhas de incentivo à automação comercial realizadas pela Afrac (Associação Brasileira de Automação Comercial) e Sebrae.

A mudança de tecnologia traz vantagens tanto para o comércio como para o governo. Como a impressora térmica atua com sistema MFD (Memória Fita Detalhe), que grava todas as operações feitas dentro do terminal, as chances de sonegação são praticamente nulas, enquanto que na impressão de duas vias há chance, pois dificulta o controle fiscal. Para o comércio a vantagem desse sistema é que ele não necessita mais guardar a segunda via durante cinco anos, o que, para os grandes varejos, como as redes de supermercado, gerava custos absurdos.

Além disso, as máquinas térmicas não emitem aquele som ruidoso das matricias, não proporcionando desconforto para os lojistas e para os clientes que se encontram nos estabelecimentos.

Outra vantagem é a rapidez desses maquinários. Um equipamento térmico chega a operar de seis a dez vezes mais rápido do que uma matricial, diminuindo, com isso, as filas nos caixas, isso sem contar a qualidade de impressão, que é muito melhor, enquanto a da matricial é por batidas de agulha, ressalta Claudia, esclarecendo ainda que essas vantagens acabam beneficiando mais a aquisição das máquinas térmicas, mesmo estas tendo um valor mais alto de investimento. No final, com as vantagens tangíveis e intangíveis, o custo/benefício de um equipamento de impressão térmica se torna mais interessante que uma matricial, garante.

No caso também das bobinas térmicas, o custo por metro não é nenhum impeditivo, pois atualmente uma bobina matricial possui 22m, de acordo com a legislação da Cotepe, enquanto a bobina térmica tem 40m. Se considerarmos que a matricial é de duas vias, a diferença de custo por metro é muito pequena.

A única diferença entre os dois tipos de bobinas que leva vantagem para a matricial é a falta de homologação das térmicas. Nas matriciais é necessária uma metragem exata e um escrito padrão atrás da bobina, enquanto que na térmica ainda existem empresas que simplesmente cortam o papel e o inserem na bobina para a venda. Isso acabou acarretando vários problemas pelo Brasil junto ao Procon (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor) devido a reclamações de consumidores que tiveram suas notas apagadas depois de um certo tempo, ou não impressas corretamente.

Mas esse fato já tem previsão de acabar muito em breve. A Cotepe, junto com a Afrac, tomou a iniciativa de unir os principais fabricantes de bobinas térmicas do Brasil para fazer a homologação desses produtos, procurando coibir a entrada de itens de qualidade inferior, que não são apropriados para o uso. Dentro dessa homologação, a princípio, está estabelecida a qualidade do papel, no sentido de garantir a legibilidade da impressão e a obrigação dos fornecedores de inserirem atrás das bobinas seus dados e o selo de qualidade do laboratório homologado pela Cotepe (que ainda não foi escolhido). A nova diretriz já foi enviada à Cotepe em dezembro e deve entrar em vigor ainda no primeiro semestre de 2009. Isso pode não diminuir a concorrência, mas com certeza tirará de circulação empresas que, não se preocupam com a qualidade de seus produtos. Logicamente que terão lojistas que acabarão consumindo esses produtos de baixa qualidade, por questão de preço, mas eles terão que arcar com as consequências caso esse produto gere problemas a seus consumidores, declara Claudia. Além da homologação, lojistas e consumidores ficarão a par das novas normas, assim como de orientações de armazenagem das bobinas antes e depois da impressão, por intermédio de campanhas que serão realizadas pela Cotepe e Afrac.

Fonte: Revista Lojas Papelaria l nº 171 l Jan/Fev 2009



Conheça toda linha de
Bobinas Maxprint:











































































Central de Vendas:

Grande São Paulo - (11) 3738-5700

Outras Localidades - 0800 701 5255

bobinas@maxprint.com.br